r/IFBrasil • u/Alternative-Bet1019 • Aug 25 '26
Minha estratégia e estrutura para FIRE
Olá, pessoal.
Tenho um plano FIRE em fase de construção desde 2017, leio e consumo muito conteúdo sobre o tema, mas não conhecia o fórum. Escrevo para compartilhar minha lógica, caso seja útil. Ou talvez, claro, alguém poderá identificar furos e pontos de aprimoramento.
Decidi que queria parar de trabalhar entre 31 e 32 anos (tenho 40), em 2017. O desejo desceu para a camada do plano e da ação e, ao longo dos anos, vim maturando e aperfeiçoando meus sistemas.
Meu alvo atual é parar entre 42 e 43 anos, numa janela móvel que está posicionada entre out/28 e mar/29 (a projeção atual indica nov/28).
Poupo 50% da minha renda anual e vivo com o mesmo padrão desde 2014. Esse nível de poupança é recente, vim aumentando ao longo dos anos, conforme a remuneração cresceu e segurei os custos.
A oscilação do meu custo de vida anual gira em torno de 0,5%aa nos últimos 3 anos (minha inflação anual). Sou bastante disciplinado na gestão dos custos, estabeleço diversas metas com ancoragem nominal (gerando decréscimo de custos relativamente ao IPCA, em alguns casos), me livrei de passivos e diminuí alguns custos gerenciais ao longo dos anos.
83% dos meus investimentos são em RF Brasil (RF bancária + TD). Os 17% restantes estão distribuídos em internacional (ETFs, BTC), Prev PGBL para fins tributários, FMP Eletrobras, Reserva de Liquidez.
Em RF bancária, parte importante da minha carteira, desde 2020 opero no secundário (o que ficou mais restrito com o caso Master), tenho uma rentabilidade histórica de 145% CDI (isso contando desde 2017, quando operava no primário). Atualmente foco em posições pós de 18-24 meses a 120-122% CDI pelo secundário do BTG.
Estou muito concentrado na minha estratégia de fruição, que é razoavelmente ancorada no Renda+.
- Em 2029: já tenho posições de RF bancária com vencimentos distribuídos ao longo do ano para cobrir meus custos anuais. Nesse ano não usarei Renda+ (não se aplica) ou Educa+ como ponte
- A partir de 2030: 80% da minha renda mensal vira do Renda+30 (que responderá por ~33% do meu patrimônio). Gosto muito desse ângulo analítico: um aporte de 33% do patrimônio sustenta, sozinho, 80% no meu gasto. A propósito, esses 80% são meu piso operacional de conforto - já testei em vários meses é, com alguma gestão, me permite uma vida dentro do que desejo.
- Os 20% restantes da renda virão do montante aportado em demais ativos, o que resultará em uma taxa de retirada segura (desse montante secundário) abaixo de 2%aa. Com o rendimento do montante secundário, aumentarei minha exposição internacional e acumularei o Renda+50, que engatará no fluxo do Renda+30 ao seu término.
- Se eu consolidar uma taxa de retirada consolidada, ao aposentar meu saque será de 5%aa, mas é importante analisar esse número em perspectiva, já que a maior parte da renda virá do Renda+. Por isso, é um imperativo entender o saque da carteira convencional de forma isolada
Já vivo dentro da minha futura renda, com exceção de 50% do meu orçamento anual de viagens (que, contabilmente, analiso em paralelo ao meu orçamento global). Hoje esse orçamento representa 20% do meu custo anual e, para aposentar, inicialmente abrirei mão do patamar corrente de gastos com viagens e usarei 10% - tenho estratégias específicas para lida com isso no futuro e restaurar a proporção atual.
Minha esposa converge na mesma direção, mas o plano dela mira jul-dez/31.
Essa é minha lógica. Mais alguém trabalhando com sistemas de Renda+, híbridos ou puros, para aposentadoria?